O projeto “Raízes Vivas: fortalecendo o Jongo na Comunidade Quilombola do Degredo” é uma iniciativa da ATI ASPERQD para dar continuidade as atividades desenvolvidas durante o Novembro Negro de 2023. Compreendendo a importância de preservar e valorizar a cultura da comunidade, o projeto é uma resposta às demandas da comunidade e uma forma de reafirmar a importância do Jongo como patrimônio cultural e resistência quilombola. A preservação e a valorização dessa tradição são fundamentais para a construção de uma identidade forte e para o fortalecimento da comunidade.
O projeto deu os primeiros passos para preservar e difundir uma das mais importantes manifestações culturais de origem africana no Estado do Espírito Santo. Na primeira oficina, realizada em 02 de fevereiro de 2024, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a história do Jongo, compreendendo suas origens e a importância dessa expressão cultural para a comunidade. Por meio de dinâmicas e atividades interativas, conduzidas pelo mestre Pedro Leite Costa e pela mestra Cleia Silva Costa, os presentes foram informados sobre o legado e a relevância do Jongo, despertando o sentimento de orgulho por fazerem parte de uma cultura tao rica e diversificada.
Já no dia 23 de fevereiro de 2024, a segunda oficina foi dedicada ao ensino das técnicas de canto, toque e dança do Jongo. Os participantes puderam vivenciar na prática a cadência, o ritmo e os movimentos característicos. Com muita alegria e entusiasmo, todos os presentes se entregaram ao compasso do Jongo, sentindo a energia contagiante que emana dessa manifestação cultural.
O objetivo principal do projeto é formar um grupo infantojuvenil de Jongo do Degredo, proporcionando um espaço para que as crianças e jovens da comunidade possam aprender, vivenciar e preservar essa tradição ancestral. O Jongo possui uma ligação direta com a história e a identidade da comunidade quilombola, representando um patrimônio cultural imaterial de grande valor.
Ao longo do ano, o grupo produziu uniformes, instrumentos, um estandarte de São Benedito e uma cartilha com os leles tradicionais. O encerramento, realizado em 30 de novembro de 2024, incluiu a tradicional “esmolação” e apresentações emocionantes, envolvendo jovens, crianças e o grupo de jongo adulto, com quase 50 participantes. O projeto celebrou a identidade quilombola e garantiu que essa tradição continue viva, sendo passada às futuras gerações.
O Portfólio do Jongo Mirim apresenta o trabalho de educação quilombola desenvolvido a partir do jongo no contraturno escolar. A iniciativa valoriza o caráter geracional da manifestação, reunindo crianças, adolescentes e mestres por meio da pedagogia da circularidade quilombola.
Preservar e valorizar a cultura do Jongo através de oficinas, promovendo a transmissão de conhecimentos para as novas gerações da comunidade.
Colaboração direta entre a ATI ASPERQD e os mestres e mestras da comunidade, para garantir a preservação dos saberes ancestrais. Através de conversas e visitas, foram identificadas as necessidades e expectativas para fortalecer o Jongo na comunidade.
Oficinas para crianças, adolescentes e jovens: história e cantoria do Jongo; dança e toque de instrumentos; confecção de roupas, estandartes e instrumentos; trocas de saberes dentro e fora da comunidade.
Fortalecimento da identidade quilombola; resgate e perpetuação da cultura afro-brasileira; empoderamento da comunidade e das novas gerações.
O Jongo é uma manifestação cultural afro-brasileira que transcende o tempo, conectando vidas e histórias. Surgido no período escravocrata, era uma forma de resistência e comunicação, onde tambores falavam, cantos transmitiam mensagens e movimentos traduziam liberdade. Assim, os povos escravizados preservaram suas raízes africanas e mantiveram viva a chama de sua identidade.
Século Diário – “Comunidade quilombola do Degredo promove oficina de jongo mirim” (1º de fevereiro de 2024, por Lucas Schuina): “Objetivo e manter a tradição entre crianças e adolescentes, em meio aos impactos do crime da Samarco/Vale-BHP”.
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